Quando ela passa todo mundo espia
A cara não, porque não é formosa.
Espia, sim, a bunda buliçosa,
porque em bunda nunca vi tanta magia!
 
Bunda que anseia, treme, rodopia,
Verdadeira expressão maravilhosa.
Deve ser uma bunda cor de rosa
Da cor do sol quando desponta o dia.
 
E ela que sabe ter a bunda boa,
Vai pelas ruas remexendo a toa
Deixando a multidão maravilhada.
 
E eu a comtemplo num desejo mudo,
Embora a cara não valesse nada,
Aquela bunda só – me vale tudo!
 
Autor desconhecido (supostamente Castro Alves)