Informações de fontes variadas, principalmente da ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE.

O organismo busca energia em três fontes: carboidratos, gorduras e proteínas. O carboidrato é o principal combustível do corpo. Se sobrar, entra para o estoque e é transformado em GLICOGÊNIO. O GLICOGÊNIO retém água e ocupa muito espaço. Então, para o organismo é melhor eliminar o glicogênio e reter a gordura, pois esta não possui água, ocupando menor espaço. A gordura é armazenada desidratada (sem água). Muito bom para o organismo, pois não ocupa espaço e com muita energia.  Os peneuzinhos vão se formando deixando o corpo horrível.  As proteínas são usadas para construir células, não estão livres para transformar-se em energia.

Se a pessoa comer pouco, veja o que acontece. O gasto de energia começa como o que comeu recentemente.  Como não é suficiente para a sobrevivência, o corpo atacará em primeiro lugar o GLICOGÊNIO, depois atacará as GORDURAS. Se continuar com a greve de fome, entra com reforço nas proteínas e seus músculos começam a definhar.  A pessoa vai ficar um esqueleto puro.

Quando a pessoa deixa de comer, o corpo reage numa espécie de guerra. É um salve-se quem puder. É a pessoa que  quer emagrecer e o corpo que não quer deixar. A LIPASE (enzima que regula o armazenamento de gordura) fica superativada. Entra de plantão contra o emagrecimento. A LEPTINA (hormônio que nos deixa saciados, com aquela sensação gostosa de barriga bem cheia) pára de funcionar. A GRELINA (hormônio que dá a sensação de fome) entra em campo. O corpo fará de tudo para que a pessoa COMA. Difícil escapar nessa batalha. Lípase + Leptina + Grelina = metralhadoras contra  o coitado que quer perder peso.

É por este motivo, por esta guerra declarada, que não podemos fazer regimes bruscos, violentos. Devemos ir devagar para não despertar o exército contra nós. Comer pequenas porções e com freqüência ajuda a enganar os generais de guerra contra a pessoa.

Professor Ayrton